A escuta compreensiva na clínica filosófica

Por Paulo Alves Filho Ao iniciar essa análise faço um convite a você, caro leitor. Partirmos da noção de singularidade como pressuposto para que possamos, juntos, seguir no progresso deste estudo. De maneira breve a singularidade, na Filosofia Clínica, é um conjunto de fenômenos que compõem o partilhante e sua medida de relação e interseçãoContinuar lendo “A escuta compreensiva na clínica filosófica”

Um olhar para a singularidade

Por Dioneia Gaiardo Pensar a singularidade é um exercício de ver que “A vida insinua-se de um jeito único na subjetividade de cada pessoa, lugar privilegiado para decifrar os enigmas da natureza (…)”, os enigmas de sua própria natureza, da natureza das coisas e do mundo. Aí, no fenômeno da singularidade, há espaço para oContinuar lendo “Um olhar para a singularidade”

Estrutura de Pensamento em Filosofia Clínica

Por Fernando Fontoura Dentro da metodologia terapêutica da Filosofia Clínica está o eixo chamado Estrutura de Pensamento. Mas o que é isso e qual seu papel na terapêutica? A Filosofia Clínica parte de um pressuposto de que tudo ou tem sua fonte no pensamento ou acaba voltando a ele em algum momento. Na primeira –Continuar lendo “Estrutura de Pensamento em Filosofia Clínica”

PRÁTICA DA FILOSOFIA CLÍNICA

Por Fernando Fontoura “Nesse sentido, a nova abordagem possui uma representação diferenciada do fenômeno humano; as pessoas passam a ter nome, sobrenome, uma história de vida singular, linguagem própria, expressividade peculiar, estabelecendo um abismo com as lógicas da tipologia, da classificação desumana dos manuais psiquiátricos, os quais, ao oferecer diagnósticos, prognósticos, curas, normalidades, destituem aContinuar lendo “PRÁTICA DA FILOSOFIA CLÍNICA”

PARA QUÊ FAZER A FORMAÇÃO EM FILOSOFIA CLÍNICA?

Por Fernando Fontoura Na experiência de professor dos cursos de formação, percebo três motivos principais de o porquê as pessoas procuram o curso de Filosofia Clínica: 1) para consumo próprio, ou seja, para se re-conhecer a si mesmo e às suas relações mais próximas de uma forma diferente, a partir de outra perspectiva. Essas pessoasContinuar lendo “PARA QUÊ FAZER A FORMAÇÃO EM FILOSOFIA CLÍNICA?”

COMPLEXIDADE E HISTORICIDADE NA FILOSOFIA CLÍNICA

por Fernando Fontoura A fundamentação da metodologia da filosofia clínica já está estabelecida desde sua sistematização no final dos anos 80 pelo seu criador Lúcio Packter. Mas leituras além das que concerne à sua fundamentação servem para dar nova luz à mesma fundamentação, não para alterá-la ou “atualizá-la”. A fundação já está pronta. O edifícioContinuar lendo “COMPLEXIDADE E HISTORICIDADE NA FILOSOFIA CLÍNICA”

DIÁLOGOS COM A FILOSOFIA CLÍNICA?

Por Fernando Fontoura Este texto inicia com uma pergunta em função da tão aclamada interdiscicplinaridade! O que é interdisciplinaridade e quais os critérios (se existem!) para se ter uma? De forma bem geral, pegando a própria palavra interdisciplinaridade, inter vem de relação e disciplina de ramo ou setor. Então, uma relação entre setores diferentes. MatemáticaContinuar lendo “DIÁLOGOS COM A FILOSOFIA CLÍNICA?”

A Filosofia Clínica e o Relativismo

Por Miguel Angelo Caruzo A filosofia clínica é uma abordagem terapêutica criada ou sistematizada em diálogo com vinte e cinco séculos de tradição filosófica. A filosofia que sempre tocou no tema da verdade e da Verdade, no sentido absoluto, inspirou a filosofia clínica que fala de uma verdade subjetiva – o que não é inéditoContinuar lendo “A Filosofia Clínica e o Relativismo”

O QUE FAZ UM FILÓSOFO CLÍNICO?

Por Fernando Fontoura O filósofo clínico é um terapeuta na acepção original da palavra (em grego antigo θερᾰπεία therapeia): serviçal, cuidador, aquele que está presente quando alguém que necessita de cuidado aparece. Na raiz da palavra ainda está θε- que vem de θεός Deus, que dá o sentido de aquele que serve aos deuses, adorador.Continuar lendo “O QUE FAZ UM FILÓSOFO CLÍNICO?”

Singularidade

Por Fernando Fontoura Para a filosofia (obviamente alguns autores, isso não é uma aceitação geral), a singularidade é um exercício, pois nascemos particulares – somos parte de algum grupo, de alguma família, de uma cidade, etc. – e tornamo-nos singulares, com o esforço de imprimir nossa personalidade única. Para alguns, somos universais desde que nascemos,Continuar lendo “Singularidade”